Principal nome do Atlético-MG, Hulk chega a uma fase complicada: completará dois meses sem marcar na próxima partida pela Sul-Americana. A ausência de gols estende-se por 11 jogos, período em que o atacante deu apenas duas assistências e viu a cobrança sobre sua produção aumentar.

A referência ofensiva do time não balançou as redes desde 14 de fevereiro, quando anotou três vezes na goleada por 7 a 2 sobre o Itabirito — seu primeiro hat-trick com a camisa alvinegra. Desde então, a efetividade nas finalizações caiu e a equipe sente falta da presença de área que o camisa 7 costuma oferecer.

Após a derrota para o Santos, o técnico Eduardo Domínguez foi claro ao aconselhar Hulk a se adaptar a partidas mais fechadas. O treinador pediu mais jogo de primeira em situações apertadas, citando que, pela idade, mobilidade e importância do atacante, é preciso ajustar a forma de atuar quando não há espaço para girar e criar.

Domínguez também destacou que o problema não é exclusivo de Hulk: Victor Hugo, Reinier e outros jogadores tiveram dificuldade para ameaçar os espaços. A leitura do treinador expõe uma limitação coletiva do Galo e aponta para necessidade de mudanças táticas que devolvam profundidade ao ataque.

O momento pede resposta rápida. A sequência de jogos e as competições em disputa tornam urgente uma reação individual do atacante e um ajuste coletivo do time. Sem isso, aumenta a cobrança da torcida, complica-se a dinâmica ofensiva do clube e fica mais difícil recuperar a confiança nas partidas decisivas.