Em entrevista à Romário TV, Hulk voltou a tratar da saída do Atlético-MG, ocorrida pouco mais de quatro meses antes de a imprensa oficializar seu acerto com o Fluminense. O atacante negou guardar ressentimento contra o clube e afirmou que há gratidão recíproca, além de confirmar um diálogo com o técnico Eduardo Domínguez antes de encaminhar a rescisão.
A ruptura teve contornos públicos: no início do ano o jogador já negociava com o Fluminense e, segundo ele, manifestou insatisfação com a forma como foram conduzidas as tratativas para estender o vínculo até 2026. Hulk disse ter sentido que algumas propostas transmitiam a ideia de encerrar sua carreira no clube ao término do contrato, mas ressaltou que isso não se aplicava às pessoas do dia a dia no futebol.
No balanço da passagem, o atacante encerra o ciclo como um dos maiores ídolos recentes do Galo: cinco temporadas, oito títulos, 140 gols, 56 assistências e mais de 300 partidas. Mesmo assim, a sequência mostra o custo de uma negociação mal conduzida: a perda de um ídolo por atrito administrativo e comunicacional traz desgaste à imagem da diretoria diante da torcida.
Hulk fechou com o Fluminense em maio e só estreou após a janela pós-Copa, somando até agora quatro gols e duas assistências em 12 jogos. A conversa com Domínguez, de acordo com o próprio jogador, indica que havia espaço para sua permanência no elenco técnico, mas a gestão do processo acaba deixando perguntas sobre como o Atlético lida com renovações de líderes e com a relação com a sua base de torcedores.