A chegada de Hulk ao Atlético-MG, em 2021, teve manifestações intensas desde a estreia — inclusive um lance polêmico no Mineiro em que empurrou o volante adversário — e episódios públicos cobrando mais minutos em campo, fruto da readaptação ao futebol brasileiro após anos no exterior. Ainda assim, o atacante rapidamente virou referência: capitão, líder e peça central de um ciclo vitorioso que, ao fim do período, contabilizou oito taças levantadas pelo clube.

A temporada inaugural selou a importância imediata do camisa 7. Hulk foi decisivo no Brasileiro de pontos corridos, liderando a artilharia com 19 gols do total de 36 marcados na temporada, e ajudou o clube a quebrar um jejum de 50 anos no Campeonato Brasileiro. No mata-mata, foi também o artilheiro da Copa do Brasil — com oito gols em dez jogos — contribuição vital para o bicampeonato da competição.

Em 2022 o protagonismo se manteve: Supercopa diante do Flamengo, novo título do Mineiro com Hulk como artilheiro (10 gols e uma assistência em oito jogos) e boa participação na Libertadores, com cinco gols e atuação decisiva em confrontos-chave, como diante do Independiente del Valle. O período, porém, também trouxe atritos com a arbitragem — notadamente a discussão com Anderson Daronco após empate no Mineirão — que alimentaram narrativas sobre queixas recorrentes do jogador.

O jogador passou por uma lesão grave na panturrilha no fim de 2022 e atuou em regime de sacrifício em momentos seguintes. Em 2023 e 2024 seguiu colecionando títulos estaduais e prêmios de artilheiro; a renovação contratual até 2026 confirmou o peso simbólico e esportivo da relação com o clube. Ainda assim, a reta final de 2024 deixou um saldo ambíguo: campanhas que levaram o time a duas finais importantes — Copa do Brasil e Libertadores —, mas sem o desfecho ideal, o que lembra que o protagonismo individual nem sempre se converte em sucesso continental.