A passagem de Hulk pelo Atlético-MG teve desfecho nesta sexta-feira: clube e jogador acertaram a rescisão contratual em comum acordo. O anúncio oficial aponta para uma saída amistosa, que permitirá ao atacante assinar com o Fluminense na janela do meio do ano. A decisão encerra uma relação marcada por conquistas e também por recentes atritos.

A ruptura foi precedida por um desabafo público do camisa 7 e pela possibilidade de antecipar a saída antes do término natural do vínculo, previsto para dezembro de 2026. No jogo seguinte ao episódio, contra o Flamengo, Hulk foi inicialmente relacionado, mas acabou cortado em entendimento mútuo com a diretoria — medida necessária para evitar que completasse o número de partidas que o impediria de atuar por outro clube da Série A.

O Fluminense, que já havia demonstrado interesse no atacante no início do ano, voltou a negociar e agora tem caminho livre para apresentar proposta. Fontes indicam que o contrato com o clube carioca deve contemplar duas temporadas, movimento que deve se concretizar nos próximos dias, conforme as partes alinharem detalhes financeiros e logísticos.

No comunicado, o Atlético confirmou festa de despedida no dia 10 de maio, antes do jogo com o Botafogo na Arena MRV, e comprometeu-se a realizar um jogo festivo quando Hulk encerrar a carreira. A trajetória do jogador no Galo inclui oito taças, entre elas o Brasileiro e a Copa do Brasil de 2021, além de 140 gols e 56 assistências em 311 partidas — números que sustentam seu status de ídolo.

Do ponto de vista esportivo, a saída representa um desafio imediato para o elenco e para a montagem do ataque do Galo no segundo semestre. Além do simbolismo da perda de um líder e referência técnica, a diretoria terá de acelerar alternativas no mercado ou ajustar o planejamento interno para suprir a ausência de um jogador que foi capitão e peça central nas últimas campanhas.