Hulk voltou a falar sobre a passagem pelo Atlético e fez um balanço público da saída ocorrida em maio. Em entrevista, o atacante deixou claro que não guarda mágoas, repetiu a gratidão ao clube e descreveu a relação como marcada por respeito mútuo. Hoje no Fluminense, ele tratou a saída como fechamento de ciclo e ressaltou que decisões foram tomadas conforme o que deveria acontecer.
O jogador afirmou que houve quem, dentro da estrutura, pudesse antecipar sua saída ou até cogitar aposentadoria, mas destacou que o grupo do dia a dia — staff e membros do futebol — sempre demonstrou vontade de tê‑lo em campo. Hulk citou conversas com pessoas do clube, mencionando que Barba lhe disse que contava com sua presença, e explicou que escolheu o projeto do Galo depois da apresentação de Rodrigo Caetano, mesmo com propostas do Brasil e da Turquia na mesa.
A passagem do atacante pelo clube tem números que reforçam o impacto: 311 partidas, 140 gols, 56 assistências e oito taças, entre elas um Brasileiro, uma Copa do Brasil e uma Supercopa. Esses dados explicam por que a saída tem repercussão intensa entre torcedores e analistas: o Atlético perde não apenas gols, mas liderança e presença dentro do vestiário — elementos que não se substituem facilmente no curto prazo.
O relato de Hulk expõe uma consequência prática para o Galo: além da necessidade técnica de repor um centro de gravidade ofensivo, há um desafio institucional e de comunicação interna. O clube sai de um momento vitorioso e precisa convencer torcida e mercado de que o projeto seguirá competitivo sem o seu maior símbolo recente. Para o atleta, fica o legado; para a diretoria, a responsabilidade de traduzir planos em resultados.