Hulk reapareceu na Cidade do Galo, mas trabalhou em separado e permanece pendente de reunião entre seu staff e a diretoria para definir a saída do clube. Fontes internas confirmam que o caminho é a rescisão amigável, cenário que facilitaria uma transferência ao Fluminense na janela do meio do ano. O Atlético, segundo o clube, quer a definição com urgência para evitar desgaste institucional e descompressão do vestiário.
Enquanto isso, o restante do elenco treinou normalmente e embarcou para Cusco, onde o Galo enfrenta o Cienciano na quarta-feira pela Sul-Americana. A delegação que seguiu foi formada majoritariamente por reservas: apenas três titulares viajaram — Everson, Pascini e Bernard — e jogadores como Ruan Tressoldi, Maycon, Renan Lodi e Cassierra permaneceram em Belo Horizonte para sequência do trabalho.
O técnico Eduardo Domínguez também não integrou a viagem: ele comandará o treino dos titulares na terça-feira e só depois se juntará ao grupo no Peru. A decisão de preservar a maioria dos atletas sinaliza prioridade ao clássico contra o Cruzeiro, sábado, às 21h, no Mineirão, mas traz risco esportivo. O Atlético é terceiro no grupo B, com três pontos, e na Sul-Americana apenas o líder avança direto — o time não pode subestimar a competição continental.
A solução temporária foi abrir espaço para garotos da base — Lucas Souza, Samuel, Eric, Riquelme e Gabriel Veneno — e testar alternativas. Se o time repetir os tropeços, a opção por rodar titulares aumentará a cobrança sobre a direção e a comissão técnica, que precisarão justificar a estratégia diante da disputa por vaga direta. A definição sobre Hulk é, além de movimento de mercado, um teste de gestão: a pressa por um desfecho mostra preocupação com impacto esportivo e político dentro do clube.