Pouco aproveitado no início da temporada, Igor Gomes virou uma opção residual no banco do Atlético-MG e, em 14 jogos, havia sido acionado apenas uma vez — contra o Cienciano, em 29 de abril. A situação mudou no duelo com o Palmeiras: escalado como alternativa, o meia precisou de poucos minutos para marcar e modificar a percepção sobre seu papel na equipe.
A atuação contra o Palmeiras abriu caminho para mais participações. Igor entrou no segundo tempo na ida e na volta contra o Juventude pela Copa do Brasil — na Arena MRV chegou a carimbar a trave em cobrança de falta — e foi acionado também diante do Remo, do Bragantino e na Sul-Americana. Em campo, tem cumprido a função de dar ritmo ao meio e criou a assistência para o gol de Cuello que decidiu o jogo contra o Massa Bruta.
Domínguez passou a elogiar o jogador nos coletivos, destacando preparo e confiança nos treinos; segundo o técnico, a equipe encontrou uma posição em que Igor pode render mais e ajudar os companheiros. A recuperação do meia é resultado direto de minutos bem aproveitados e de resposta positiva ao trabalho tático do treinador.
Apesar do crescimento esportivo, o cenário contratual mantém o futuro incerto. Igor Gomes tem vínculo até o fim de 2027 e já pode assinar pré-contrato com outro clube; o material informado aponta que o jogador não terá o vínculo renovado com o Galo. Esse quadro obriga a diretoria a decidir rapidamente: ou valorizar o atleta para negociar enquanto há tempo de retorno financeiro, ou correr o risco de perdê‑lo sem compensação ao fim do contrato.
Na temporada, Igor soma 19 jogos, um gol e duas assistências com a camisa alvinegra. A sequência recente alivia parte das críticas sobre sua utilização, mas não resolve a questão administrativa: a reabilitação em campo criou valor esportivo, mas também acelerou o relógio sobre a posição do clube diante da renovação contratual.