Com menos de 30 dias até a retomada do calendário, o Atlético-MG transformou a intertemporada em operação de guerra: treinos em dois turnos, trabalho físico com corridas no campo e sessões diárias na academia. O objetivo é recuperar condicionamento e acelerar o entrosamento antes da primeira partida oficial, marcada para 21 de julho contra o Bahia, na Arena MRV.
A rotina intensa foi confirmada pela comissão técnica e percebida pela imprensa no CT: manhã e tarde com bola em dias alternados, exercícios táticos e reforço de preparação física. O atacante Cuello resumiu o propósito do período ao destacar a chance de fazer ajustes que o calendário lotado impede durante a temporada — ganhar minutos de campo nos treinos e aprimorar automatismos coletivos.
Apesar do volume de trabalho, o clube ainda não fechou adversários ou datas para jogos-treino. A ausência de testes formais preocupa: treinos servem para corrigir detalhes, mas partidas simuladas são o termômetro mais fiel para avaliar rotinas de marcação, saída de bola e situações de jogo real.
A pressão aumenta porque o retorno será imediato e exigente: 10 partidas em 30 dias. Esse ritmo impõe necessidade de rodízio, atenção ao risco de lesões e programação médica e física rigorosa. Para Domínguez, a janela de preparação curta reduz margem de erro e torna prioritária a definição de alternativas táticas e de elenco.
A agenda apertada coloca o técnico contra o relógio: além de aprimorar aspectos técnicos, é preciso calibrar o time para manter competitividade sem esgotar o elenco. A intertemporada ganha relevância política interna — mede a capacidade do clube de transformar tempo e estrutura em resultado prático antes da maratona de jogos.