Contratado em fevereiro de 2025 junto ao Palestino por US$ 1,5 milhão, Iván Román chegou a Belo Horizonte cercado de expectativa. Tratado como uma das principais promessas do futebol chileno e já convocado para a seleção do país, o zagueiro registrou 16 jogos na primeira temporada, com atuações capazes de impressionar em alguns momentos, mas sem a consistência necessária para se firmar como titular.

A projeção de maior protagonismo em 2026 não se confirmou. Román teve um pico em março, quando marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo e emendou duas partidas como titular. Na rodada seguinte, contudo, falhas no Maracanã contra o Fluminense custaram espaço: o lance que originou o gol carioca foi criticado e interrompeu qualquer sequência. Em seguida, vieram oito jogos fora de campo.

O período de oito partidas sem atuar, alternando banco e ausência em relacionados, transformou o promissor defensor numa incógnita para a comissão técnica. Sem minutos regulares no semestre, o jogador chega à paralisação para a Copa do Mundo sem garantia de papel definido no elenco, o que acende dúvidas sobre sua integração ao projeto do clube.

Segundo apuração, o estafe do atleta está insatisfeito com a baixa minutagem e vê com bons olhos uma saída na próxima janela — que abre em 20 de julho e vai até 11 de setembro de 2026. Para o Atlético, o cenário impõe um dilema: tentar recuperar a confiança do jovem ou aceitar negociações que reorganizem o elenco e preservem a competitividade da retaguarda.