Júnior Alonso confirmou que deixará o Atlético-MG, mas, na prática, continua formalmente vinculado ao clube mineiro até a abertura da janela de transferências, em 20 de julho. O acordo com o Atlanta United já existe, mas só poderá ser assinado após o término da Copa do Mundo — até lá o jogador permanece registrado no Galo e só será liberado com a documentação regularizada.

Na seleção do Paraguai, Alonso tem sido utilizado como lateral-esquerdo ou ala em sistema com linha de cinco, função que difere de sua posição de origem, zagueiro. No Mundial, foi titular em jogos decisivos na fase de grupos, atuou até a prorrogação na vitória histórica sobre a Alemanha e acabou substituído por desgaste físico, sem participar das cobranças de pênalti. Sua participação tem sido defensiva e compacta, com pouca projeção ao ataque.

No Atlético, o paraguaio viveu momentos de prestígio — foi peça-chave na campanha do título brasileiro e na Copa do Brasil —, mas também perdeu espaço e parte da admiração da torcida antes da pausa para o Mundial. Em janeiro ele já havia acertado uma saída: houve um entendimento para deixar o clube sem remuneração, e o próprio jogador tratou como provável que o último jogo com a camisa do Galo marcasse o fim da passagem.

A saída formal de Alonso representa perda de experiência e versatilidade para o elenco alvinegro. Com contrato vigente até dezembro, o clube terá até julho para organizar recursos e alternativas ao setor defensivo, caso queira evitar descompasso na retomada das competições. Em números, a trajetória do paraguaio no clube é relevante: 241 jogos, quatro gols e seis títulos, entre eles o Brasileiro e a Copa do Brasil.