Com o empate sem gols na Arena MRV, a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil ficará decidida no Alfredo Jaconi: o Juventude precisa vencer no tempo normal para evitar a loteria das cobranças; para o Atlético-MG, o desafio é furar um bloco defensivo bem organizado fora de casa. A partida desta terça-feira tem clima de advertência para ambas as equipes.
O retrospecto do Juventude em decisões por pênaltis é um dado a ser considerado pelo Galo. Desde 2016, o clube participou de cinco decisões por cobranças na Copa do Brasil e foi eliminado apenas uma vez, contra o Vila Nova em 2021. Na atual edição, o time de Maurício Barbieri garantiu a vaga sobre a Tuna Luso com precisão nas cobranças, contando ainda com defesa de Jandrei e um chute na trave do adversário.
Do lado do Atlético, a memória recente inclui a classificação obtida em Caxias do Sul em 2016 — um lembrete de que o mando nem sempre determina o destino no mata-mata. Ainda assim, o Galo não pode subestimar o fator local: o Juventude vem apresentando desempenho sólido como mandante nesta temporada, com poucas derrotas em casa e mais de 75% de aproveitamento, além de eliminar o São Paulo na fase anterior.
A conclusão é pragmática: o Atlético-MG precisa ser mais incisivo e controlar os riscos para não entregar a decisão ao acaso das penalidades; o Juventude, por sua vez, aposta no Jaconi e na competência nas cobranças para transformar o mando em classificação. Em cenário de empate sem gols, a loteria das pênaltis favorece quem tem histórico e confiança — e o Ju chegou preparado para essa disputa.