A promoção de Kauã Pascini ao time principal do Atlético no início da temporada de 2026 deixou claro que o clube aposta em sua base para compor o elenco e renovar posições. Aos 18 anos, o lateral-esquerdo ganhou espaço graças a atuações consistentes no Campeonato Mineiro e à versatilidade herdada da origem como ponta.

O jovem soma dez partidas pelo profissional e um gol de peso: entrou nos minutos finais da volta da quinta fase da Copa do Brasil contra o Ceará e deixou sua marca, levando a decisão para os pênaltis — situação que deu ao clube uma classificação vital. Gestos desse tipo explicam por que a comissão técnica optou por mantê-lo como reserva imediato de Renan Lodi.

Formado no Atlético após passagem breve pelas categorias do Flamengo, Pascini assinou o primeiro contrato profissional aos 16 anos e teve convocações nas seleções de base. O clube renovou o vínculo até 2030, um sinal de que a direção considera o jogador um ativo futuro e quer protegê-lo diante do mercado.

Tecnicamente, mantém características ofensivas da fase em que atuava como ponta: apoio, velocidade e qualidade nas bolas cruzadas. Ao mesmo tempo, tem mostrado evolução na recomposição defensiva e saída de bola — requisitos que o colocam como alternativa plausível para ciclos futuros da Seleção, especialmente diante da escassez de laterais-esquerdos de alto nível no Brasil.

Para o Atlético, a gestão desse talento é estratégica: calendário carregado no segundo semestre tende a ampliar oportunidades e testar a consistência do jovem. Para a Seleção, Pascini passa a ser mais uma opção de médio prazo, cuja ascensão exigirá sequência de jogos e confirmação em níveis mais exigentes.