Criado nas categorias de base do Atlético e apontado como uma das promessas do clube, Kauã Pascini já começa a colecionar minutos no time profissional. Aos 18 anos, o lateral-esquerdo foi integrado ao elenco principal após destacadas passagens nas equipes de formação e convocações em seleções de base. Pelo Galo, registra até aqui 10 partidas e um gol, números modestos, mas suficientes para atrair atenção interna.

A concorrência é direta: Renan Lodi aparece como referência e jogador mais utilizado na posição no primeiro semestre. Ciente do cenário, Pascini evita pressa e privilegia o aprendizado ao lado de um atleta experiente. 'Vou esperar minha chance, aprender com o Lodi e trabalhar para ser titular no Galo antes de pensar na Europa', disse o jovem, em tom objetivo, alinhando ambição e cautela.

Vou esperar minha chance, aprender com o Lodi e trabalhar para ser titular no Galo antes de pensar na Europa.

A sequência de jogos na reta final da temporada abre espaço para rodízio — e esse é o principal argumento do reserva para ganhar minutos. O jogador aposta que, diante da necessidade de descanso e da gestão de elenco, surgirão oportunidades que precisam ser aproveitadas com entrega e preparo físico. Em campo, as atuações já vistas até agora foram bem recebidas pela comissão, mas a trajetória ainda exige consistência.

A origem recente no clube — chegou à base do Atlético em 2022 após passagem pelo Flamengo — e o histórico nas seleções de base mostram potencial. Resta ao clube equilibrar experiência e renovação: oferecer rodagem a talentos como Pascini pode ser decisivo para formar opções internas e atender à pressão por resultados. Para o jogador, o desafio é claro: transformar oportunidades esporádicas em sequência e convencer que a aposta vale o investimento.