O empresário José Lamacchia voltou a garantir que não vai desistir da compra da SAF do Vasco, em entrevista ao repórter Lucas Pedrosa, da CazéTV. Segundo ele, tanto ele quanto o filho, Marcos Faria Lamacchia, permanecem comprometidos com o negócio, mesmo após a decisão judicial que afastou o presidente Pedrinho da gestão da empresa vascaína.
Lamacchia afirmou que o imbróglio judicial — resultado de uma ação movida pela 777 Carioca que apontou falhas de governança — atrapalha as negociações, mas não muda os planos do grupo. O empresário disse estar disposto a oferecer patrimônio pessoal como garantia e listou intenções de aporte: R$500 milhões em investimentos imediatos e assunção de mais de R$1 bilhão em compromissos com credores, fluxo de caixa e obras, incluindo a construção de um centro de treinamento de alto padrão.
O cenário, porém, segue incerto. A intervenção do Judiciário e a resistência de alas internas do clube são fatores que podem atrasar ou até inviabilizar a concretização dos aportes prometidos. Para o futebol brasileiro, a entrada de um investidor com esse porte mudaria o equilíbrio competitivo; para o Vasco, a dúvida é se os compromissos serão efetivados enquanto a disputa judicial e a disputa por poder interno se arrastam.
Na visão do torcedor e do mercado, a declaração de Lamacchia — reafirmando apoio a Pedrinho e a intenção de seguir com o negócio — é um sinal de que a proposta existe, mas falta um elemento decisivo: segurança jurídica. Até lá, promessas volumosas coexistem com risco real de atraso, e os rivais, incluindo o Atlético-MG, devem acompanhar a evolução com atenção.