A derrota diante do Red Bull Bragantino trouxe um custo extra ao Atlético além do resultado: a confirmação da ruptura da fáscia plantar no pé esquerdo de Lyanco. O clube não divulgou prazo oficial, mas casos semelhantes costumam afastar o jogador por algo em torno de dois meses. O problema reduz sensivelmente a profundidade da defesa em um momento crítico.
Com Lyanco fora, o técnico Eduardo Domínguez passa a dispor apenas de três zagueiros de origem no elenco — Ruan, Vitor Hugo e Vitão — enquanto Léo Duarte segue em recuperação de lesão muscular e Ivan Román foi emprestado ao Colo‑Colo. Ruan mantém a vaga de titular, mas a alternativa de banco ficou enxuta e sujeita a desgaste físico ou lesões que já foram recorrentes na temporada.
A falta de opções ganha contornos práticos diante do calendário: o clube encara a decisão de volta das oitavas da Copa Sul‑Americana contra o próprio Bragantino, as quartas da Copa do Brasil contra o Cruzeiro e compromissos importantes pelo Campeonato Brasileiro. A tendência inicial é acionar Vitor Hugo ao lado de Ruan, com Natanael completando a linha defensiva, mas a solução não elimina o risco de queda de nível defensivo em partidas de alta intensidade.
Mais do que um ajuste tático pontual, a situação expõe uma fragilidade de elenco: a capacidade de rodar a equipe está comprometida num período que exige gestão de desgaste e resposta imediata. Domínguez terá de equilibrar buscas por estabilidade defensiva e proteção do setor físico, sob pressão da torcida por resultados em competições que podem definir a temporada.