O Atlético terminou o primeiro semestre em ascensão. A vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, em São Januário, deu novo impulso ao time antes da pausa para a Copa do Mundo e deixou o clube na nona colocação, com 24 pontos em 18 rodadas (sete vitórias, três empates e oito derrotas). O saldo de gols é negativo por uma unidade: 22 marcados e 23 sofridos.
As projeções do Departamento de Matemática da UFMG situam o Galo em posição mais confortável do que a que enfrentaria uma luta contra a degola: 16,6% de probabilidade de terminar entre os classificados à Copa Libertadores contra 9,6% de risco de queda à Série B. A maior chance, segundo os cálculos, é mesmo de vaga na Copa Sul-Americana, estimada em 42,9%. A possibilidade de título nacional é remota (0,47%).
Do ponto de vista prático, o cenário pede equilíbrio: o Athletico-PR, primeiro time do G-4, tem vantagem de seis pontos (30), enquanto o Vasco, já na zona de rebaixamento, está quatro pontos abaixo do Galo (20). Ou seja, a distância para oscilar entre ambição por vaga continental e perigo não é larga — e a irregularidade exibida no primeiro turno torna a segunda metade determinante.
Além do Brasileirão, o Atlético ainda tem saídas que podem levar à Libertadores: a Copa do Brasil — cuja edição deste ano garante vaga também ao vice — e a Copa Sul-Americana, cujo campeão assegura presença direta na principal competição continental. Essas rotas aliviam a pressão da tabela, mas ampliam a necessidade de gestão do elenco e de resultados consistentes para transformar potencial em classificação concreta.