O Galo viu esmorecer, ao menos por enquanto, R$ 15 milhões que estavam prometidos pelo Governo de Minas. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) concedeu liminar que suspende os acordos firmados entre o Executivo e clubes — entre eles o Atlético — que previam aporte total de R$ 32 milhões.
Os recursos seriam repassados por quatro estatais: Cemig, Codemge, Codemig e Invest Minas. Segundo o anúncio do governo, R$ 15 milhões estavam destinados ao Atlético, R$ 15 milhões ao Cruzeiro e R$ 2 milhões ao América; Athletic e Uberlândia também poderiam ser contemplados em parcela menor.
não comenta ações judiciais e se manifesta, quando provocado, nos autos dos processos
O pacote de patrocínios foi divulgado no fim de setembro pelo governador Mateus Simões (PSD), depois da medida provisória que proibiu as bets no país. O governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) apresentou representação ao TCE-MG em 20 de outubro questionando a legalidade das despesas e apontando, entre outros pontos, a grave situação fiscal do Estado — com dívida superior a R$ 200 bilhões e rombo de mais de R$ 11 bilhões no ano passado.
O conselheiro em exercício Licurgo Mourão aceitou a representação e citou ausência de estudos técnicos que comprovem retorno institucional, falta de critérios objetivos para fixar os valores e dúvidas sobre a finalidade dos recursos. Mourão também registrou indícios de que os valores teriam sido definidos com base nas necessidades dos clubes, e não nos interesses das empresas estatais, como exige a lei.
A liminar impede a assinatura de novos contratos e suspende pagamentos já iniciados; a análise definitiva ficará a cargo do plenário do TCE-MG na próxima semana. Em nota, o Governo de Minas afirmou que "não comenta ações judiciais e se manifesta, quando provocado, nos autos dos processos" e que "permanece à disposição do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para prestar todas as eventuais informações necessárias". Agora a Massa acompanha a tramitação: se o dinheiro voltar, ótimo; se não, ao menos o debate sobre prioridade fiscal está nas mãos do tribunal.
permanece à disposição do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para prestar todas as eventuais informações necessárias