A dois dias da primeira convocação de Carlo Ancelotti para o novo ciclo rumo à Copa, Renan Lodi projeta um possível regresso à seleção após mais de três anos fora. O lateral do Atlético-MG, hoje figura de confiança no clube, voltou a abordar a polêmica sobre a vacinação que em 2022 colocou seu nome em debate público e fragilizou seu espaço na equipe nacional.

Na época, Tite afirmou que Lodi não havia se vacinado, informação que repercutiu e complicou o jogador na disputa por vaga nas Eliminatórias. Lodi diz agora que já tinha tomado a primeira dose e aguardava o intervalo para a segunda, e que o treinador 'falou coisas que não devia'. A versão foi diferente na coletiva daquele período, quando integrantes da comissão técnica disseram tratar‑se de um cronograma vacinal incompleto para entrada no Equador.

O retrospecto do lateral na Seleção inclui 19 jogos entre Eliminatórias, Copa América e amistosos, mas ele ficou fora da lista para o Mundial do Qatar. Aos 28 anos, Lodi sustenta que está mais maduro, técnico e taticamente preparado, apontando a liderança e a fase artilheira no Atlético como argumentos para voltar a vestir a amarelinha — e para forçar a avaliação de Ancelotti no próximo chamado.

Para o torcedor do Galo, a provável convocação se transformaria em reconhecimento da evolução do jogador; para o próprio Lodi, seria também a chance de fechar a discussão sobre o episódio de 2022 com futebol e desempenho. A convocação de setembro será o primeiro indicativo concreto sobre o espaço que ele terá no novo ciclo da Seleção.