Invicto na Arena MRV, o Atlético-MG recebe o Athletico-PR pela décima rodada do Brasileirão num jogo que vai além das questões táticas: é o primeiro reencontro de Renan Lodi com o clube que o formou após a transferência que gerou desgaste com parte da torcida paranaense.

Anunciado como principal reforço em dezembro, Lodi chegou ao Galo para substituir Guilherme Arana e assumiu a titularidade com naturalidade. Foram 17 jogos, dois gols e uma assistência até aqui, mas o lateral ainda procura o melhor entrosamento em um sistema em que atua como ala com Domínguez.

Melhor partida do ano. Esse time pode jogar bem

A transação trouxe ruído. Enquanto Lodi passou três meses treinando no CT do Caju e dizia ter vontade de voltar ao Furacão, o clube paranaense afirmou que não houve iniciativa para contratá‑lo por dúvidas jurídicas sobre a saída do Al‑Hilal. O Atlético, por sua vez, sustenta que a negociação teve respaldo legal.

Além do contexto extrafutebol, há uma questão esportiva imediata: a semana livre foi usada para dar descanso e aprimorar a parte física do lateral, que precisa traduzir protagonismo técnico em regularidade defensiva e ofensiva. O encontro tem potencial para drenagem de críticas — ou para ampliá‑las, caso a atuação fique abaixo do esperado.

No tabuleiro político do futebol, a obrigação de Lodi é dupla: justificar o investimento de cinco anos e acalmar reações de quem se sentiu traído pelo caminho escolhido. Para o Atlético, o jogo também serve para validar a decisão de preencher a vaga de Arana sem perder competitividade na lateral.

Quando estava fora do país, Lodi sempre falou que gostaria de voltar ao Furacão