Luís Castro foi demitido pelo Grêmio neste domingo, um dia após a derrota por 2 a 1 para o Vasco, adversário direto na briga contra o rebaixamento. O treinador se despediu do CT após nove meses no cargo e 51 partidas: 19 vitórias, 15 empates e 17 derrotas, rendimento geral de 47%.
No Campeonato Brasileiro, o cenário foi ainda mais crítico: em 26 jogos sob seu comando o Grêmio somou sete vitórias, sete empates e 12 derrotas (36% de aproveitamento) e não venceu nenhuma partida fora de casa. A sequência de resultados e a perda de pontos em jogos-chave pesaram para a saída.
A demissão de Castro é a 16ª troca de técnicos na Série A em 2026 — a primeira da temporada foi a queda de Jorge Sampaoli, no Atlético-MG — e confirma um padrão de rotatividade que corrói planejamento, continuidade tática e, muitas vezes, os cofres dos clubes. Trocas frequentes tornam difícil recuperar consistência em torneios longos.
Para o Grêmio, a saída reforça a necessidade de decisão estratégica além da troca imediata de comando: reequilibrar elenco, recuperar padrão fora de casa e dar sequência a um projeto. Para o futebol brasileiro, a sucessão de demissões é um sinal de alerta sobre gestão de prazos e expectativas em times que disputam acesso, vaga em competições e a permanência na elite.