Lyanco será uma das novidades do Atlético para o segundo semestre e deve ocupar a vaga deixada por Júnior Alonso pelo lado esquerdo da defesa. A tendência é que o zagueiro forme dupla com Ruan Tressoldi no jogo contra o Bahia, terça-feira às 19h30, pela 19ª rodada do Brasileirão. A titularidade era previsível: em 2023 ele foi um dos mais regulares do setor antes da grave lesão que o afastou por cinco meses.

A ruptura total do tendão de Aquiles forçou uma recuperação longa. Lyanco voltou a jogar em março e disputou 12 partidas antes da parada para a Copa do Mundo, mas reconhece que não estava na melhor forma física. A intertemporada, porém, trouxe a confiança e a preparação necessárias: ele completou todos os treinos planejados e participou dos dois jogos-treino feitos durante a parada.

Com a venda de Júnior Alonso para os Estados Unidos e a ausência de Léo Duarte por lesão, o técnico Eduardo Domínguez testou Lyanco na esquerda e deu a ele minutos para reassumir a posição. O retrato estatístico do ano mostra a urgência: em 37 jogos a defesa foi vazada em 29 partidas, sofreu 42 gols e só passou ilesa em oito. A bola aérea e as jogadas de bola parada seguem como ponto fraco a ser contido.

A expectativa é que Lyanco entregue mais consistência física e leitura defensiva no segundo semestre, sob pressão natural por resultados. Domínguez tem trabalhado para reduzir riscos e o time vem de uma série de partidas com melhora — três jogos sem sofrer gols nas últimas cinco exibições. Ainda assim, a cobrança aumenta: se os problemas nas bolas paradas persistirem, a defesa seguirá exposta e o zagueiro terá pouco espaço para oscilar.