A Massa acordou com nova dor de cabeça: o Atlético-MG foi condenado pela Câmara de Resolução de Disputas da Fifa a pagar débitos relacionados às contratações de Lyanco, Bruno Fuchs e Brahian Palacios. Somadas, as decisões ultrapassam a marca de R$ 17 milhões e o clube já anunciou recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).
No caso de Lyanco, vendido ao Southampton por 5,2 milhões de euros em cinco parcelas entre julho de 2024 e julho de 2026, os ingleses acionaram a Fifa por atraso da terceira parcela (1,125 milhão de euros) com vencimento em julho de 2025. A Câmara deu razão ao Southampton. Posteriormente, houve nova notificação por atraso da quarta parcela, e a defesa do Galo alegou falta de faturas válidas — argumento rejeitado, com determinação de pagamento em 45 dias sob pena de proibição de registros.
O episódio envolvendo Bruno Fuchs começou com um empréstimo do CSKA em 2022, com taxa de 360 mil euros e opção de compra por 2,7 milhões de euros. O CSKA afirmou que o Atlético não quitou a taxa do empréstimo nem a primeira parcela da compra. A Câmara condenou o clube mineiro a pagar 900 mil euros, mais juros de 7% ao ano e multa contratual, com risco de bloqueio de registros por até três janelas. O CSKA tentou vincular a dívida a outra negociação, mas o Galo recusou.
Na transferência de Brahian Palacios, avaliada em 3 milhões de dólares e parcelada em quatro vezes, o atraso de 800 mil dólares levou o Atlético Nacional à Fifa. Embora o clube tenha contestado multa de 100%, o valor foi reduzido para 400 mil dólares, com a CRD reconhecendo ausência de má-fé devido ao pagamento das parcelas anteriores. Recorrer ao CAS é o caminho adotado pelo Atlético, mas a sequência de decisões indica pressão direta nas finanças e no planejamento de reforços: a possibilidade de impedimento para registrar jogadores pode comprometer a janela e exigir solução rápida da diretoria.