Lyanco teve um primeiro semestre irregular desde a chegada, apontada como referência desde julho de 2024. Em outubro passado sofreu ruptura do tendão de Aquiles, uma lesão grave que o manteve fora por cerca de cinco meses e meio. O retorno aos gramados aconteceu em 18 de março, na partida contra o São Paulo, mas com apenas minutos em campo — um reinício tímido diante da exigência física da posição.
Antes do problema físico, o zagueiro havia se tornado peça central da defesa atleticana e chegou a exercer a braçadeira de capitão. A retomada, porém, não reproduziu aquele desempenho: alternou entre titularidades e banco e, na reta final antes da pausa para a Copa do Mundo de Clubes, perdeu regularidade. Nos cinco últimos compromissos do Galo antes do intervalo, foi titular em apenas uma partida, sinal de que sua vaga passou a ser contestada.
O próprio jogador reconhece a dificuldade do processo, ressalta a necessidade de paciência e aposta no tempo para recuperar força e condicionamento. Lyanco destacou que a volta a níveis anteriores não é imediata após uma lesão desse tipo e que pretende usar a parada para trabalhar tanto coletivamente quanto em aspectos individuais, visando readquirir ritmo e confiança.
O elenco se reapresenta em 22 de junho na Cidade do Galo e tem o primeiro compromisso oficial do segundo semestre previsto para 22 de julho, contra o Bahia. Para o Atlético, contar com um Lyanco em melhores condições é relevante para estabilidade defensiva; para o jogador, a pausa funciona como janela para disputar novamente a titularidade e comprovar que o investimento em sua recuperação valeu a pena.