Após se recuperar de uma grave lesão no tendão de Aquiles, Lyanco voltou a ocupar a titularidade do Atlético com regularidade e desempenho acima da média. Desde a retomada do calendário pós‑pausa da Copa do Mundo, o zagueiro disputou quatro partidas como titular e atuou os 90 minutos em todas elas, retomando protagonismo e virando referência na defesa alvinegra.
Além da presença constante, Lyanco tem impacto direto na organização do time. A equipe ganhou maior consistência defensiva e reduziu a exposição no último terço, enquanto o próprio jogador se destacou pela qualidade na saída de bola. Em um dos jogos recentes, seu lançamento longo deu origem ao gol de Alan Minda e, naquele confronto, o defensor acumulou 133 ações com a bola — número que o colocou isolado como recordista em uma partida da Copa do Brasil de 2026.
O processo de recuperação, segundo o próprio jogador, foi beneficiado pela pausa no calendário, que permitiu trabalho físico e readaptação sem pressa. A combinação de preparação de base, rotina de fisioterapia e um período de reconstrução de confiança parece ter devolvido a cabeça e o corpo necessários para a exigência do futebol de alto nível. O resultado é um zagueiro mais seguro nas divididas, mais disponível para os 90 minutos e novamente peça-chave na construção das jogadas desde a defesa.
O retorno de Lyanco não é apenas um alívio técnico: cria efeitos práticos para a gestão do elenco e a estratégia de Eduardo Domínguez. Com ele em forma, o treinador ganha estabilidade tática e mais opções no jogo de saída. Ao mesmo tempo, a dependência do setor defensivo em relação ao desempenho do zagueiro expõe um desafio claro ao clube: reforçar profundidade e alternativas para evitar que uma eventual nova lesão volte a comprometer a consistência do time. Por ora, no entanto, Lyanco cumpre o papel esperado e recoloca o Galo em patamar de maior segurança defensiva.