A gente saiu de Curitiba com um misto de alívio e irritação. Lyanco encarnou essa mistura: envolvido no lance que colocou o Athletico em vantagem e, minutos depois, autor do gol que garantiu o empate. Foi o tipo de jogo que resume o futebol em emoção e contradição.
No primeiro gol do Furacão, o zagueiro tentou afastar a bola e acabou protagonizando o lance que deu a vantagem ao adversário. Já nos acréscimos, Lyanco voltou a aparecer: aproveitou uma sobra na área e acertou o pé para empatar. Entre erro e redenção, ficou a sensação de que tudo aconteceu num abrir e fechar de olhos.
O duelo na Arena da Baixada terminou 2 a 2, com Viveros e Vargas marcando pelo Athletico, e Bernard e Lyanco pelo Galo. O resultado deixa o rival em quarto, com 50 pontos, e o Atlético em sétimo, com 44 — um retrato da busca por mais regularidade na competição.
Fora de casa mostramos capacidade ofensiva, mas lapsos defensivos e oscilações individuais custaram pontos importantes. É hora de análise e ajuste: voltar ao Horto, corrigir detalhes e encarar o Santos no Mineirão com postura clara para responder à torcida e recuperar terreno.