No jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, realizado em Bragança Paulista, Lyanco teve de deixar o gramado aos 27 minutos do primeiro tempo depois de uma trombada com um jogador do Bragantino. O zagueiro do Atlético-MG sentiu dores e foi substituído por Vitor Hugo, numa alteração feita de forma preventiva pelo departamento médico e pela comissão técnica.

A saída prematura de Lyanco provocou reação imediata nas redes sociais e reacendeu a preocupação com a profundidade do setor defensivo do clube. O Atlético anunciou recentemente o empréstimo de Ivan Roman, e a sobra de nomes para a posição central ficou restrita a Ruan e ao próprio Vitor Hugo — cenário que incomoda diante da sequência de jogos, sobretudo com dois clássicos contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil já no horizonte.

Mais do que um problema pontual, o episódio evidencia uma fragilidade de planejamento que passa a ter implicações esportivas imediatas: com lesão ou suspensão, a escolha por quem ocupará a dupla de zaga ganha peso tático e de risco. A comissão técnica terá de calibrar rotações e avalizar testes médicos antes de confirmar se Lyanco terá condições de disputa nos próximos compromissos; até lá, a margem de manobra é reduzida.

Apesar da vantagem histórica do Atlético nos confrontos contra o Bragantino — 22 jogos, oito vitórias alvinegras, 11 empates e aproveitamento em torno de 53% —, os duelos costumam ser parelhos e decidirão o avanço em mata-mata. A Sul-Americana marca o primeiro encontro em formato de eliminatória entre os clubes, aumentando a relevância de manter o elenco inteiro. A expectativa agora é pelo boletim oficial sobre Lyanco: sua condição definirá movimentos no mercado e as opções táticas do Galo nas próximas semanas.