Mais de seis meses depois do rompimento do tendão de Aquiles, Lyanco voltou a completar 90 minutos pelo Atlético-MG e deixou claro que está pronto para disputar posição no time titular. A participação do zagueiro foi determinante na goleada por 4 a 0 sobre a Chapecoense, partida que serviu como teste físico e psicológico após a recuperação longa e delicada.
O técnico Eduardo Domínguez tratou a presença de Lyanco como peça importante no desenho defensivo. A opção por mantê-lo em campo por todo o jogo aponta confiança do treinador na capacidade do defensor de retomar o ritmo e de aportar caráter numa retaguarda que vinha alternando titulares nas primeiras rodadas.
Lyanco reconheceu ansiedade antes da partida e valorizou o trabalho do departamento médico durante a recuperação.
Os números reforçam o impacto da reestreia: segundo o Sofascore, Lyanco registrou três interceptações, sete cortes, dois bloqueios e quatro recuperações de bola. Não foi driblado alguma vez ao longo dos 90 minutos e chegou a evitar um gol em cima da linha no segundo tempo — ações concretas que vão além da simbologia do retorno.
Ainda que tenha entrado apenas por minutos nas partidas anteriores contra São Paulo, Internacional e Vitória, a partida na Arena Condá funcionou como confirmação de que a readaptação ao ritmo de jogo segue em curso, sem sinais visíveis de limitação física. A reentrada gradual em jogos curtos se mostrou prudente e agora há margem para discutir presença mais regular nas próximas rodadas.
Fora do campo, a recepção dos torcedores também marcou a reestreia: Lyanco compartilhou nas redes sociais cartas de crianças que o chamavam de ídolo. Em campo, a mensagem foi prática — segurança, presença nas disputas e recuperação de bolas — qualidades que, se mantidas, podem transformar a reabertura de sua carreira em reforço concreto para o Atlético.
Domínguez destacou a importância do zagueiro para o elenco e elogiou sua personalidade em campo.