O Atlético-MG volta à Arena MRV nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), com a missão mais exigente desde a inauguração do estádio: reverter a derrota por 2 a 0 sofrida na Vila Belmiro e avançar às semifinais da Sul-Americana. Para isso, o Galo precisa vencer por três gols de diferença no tempo normal; uma vitória por dois gols leva a decisão para os pênaltis.
Os números jogam a favor da equipe de Eduardo Domínguez: em 2026 o time disputou 24 partidas na Arena — entre estaduais, Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana — com 13 vitórias, 10 empates e apenas uma derrota, rendimento de 68%. O único revés foi o 4 a 0 para o Flamengo no Brasileirão; desde então o clube somou sete vitórias e quatro empates em casa.
Em jogos eliminatórios, a confiança tem base: desde a abertura da Arena MRV, em agosto de 2023, foram 12 partidas de mata-mata no estádio (considerando os jogos de volta) e o Atlético avançou em 11 ocasiões, sendo eliminado apenas uma vez. Ainda assim, há um ponto sensível: o time nunca conseguiu reverter uma desvantagem de dois gols dentro da Arena — um histórico que pesa diante da necessidade de hoje.
No vestiário e na arquibancada a motivação é visível, mas o desafio é claro e exige mudanças de postura. Domínguez e o elenco precisarão de intensidade, risco calculado e precisão nas finalizações para romper a muralha que a própria Arena construiu. Se o Galo falhar, a frustração será dupla: queda na Sul-Americana e desgaste sobre a narrativa de invencibilidade em casa, com impacto direto na ambição da temporada e na busca por vaga na Libertadores.