Mamady Cissé, jovem volante observado como joia do Atlético-MG, foi o protagonista da reação da seleção da Guiné no amistoso contra Togo, nesta sexta-feira, em Rabat. Entrando no segundo tempo, o jogador deixou sua marca e ajudou a equipe a chegar ao empate por 2 a 2, resultado que embala a seleção africana em amistosos de preparação.

Cissé substituiu um companheiro aos 34 minutos da etapa final e, com menos de dez minutos em campo, apareceu no ataque para finalizar uma boa trama da equipe. Dominou com o pé direito e concluiu com o esquerdo, de dentro da área: foi o primeiro gol do volante como profissional — marco que amplia sua visibilidade fora do cenário nacional.

Cissé mostrou frieza e capacidade de decisão ao marcar em sua estreia pela seleção.

Em seguida, a Guiné contou com Serhou Guirassy, atacante do Borussia Dortmund, para empatar o jogo. O placar final de 2 a 2 deixa o amistoso com cartaz de partida de ajuste tático para ambas as seleções; a equipe de Cissé volta a campo na próxima terça-feira diante do Benin, novamente no Marrocos.

Para o Atlético-MG, o desempenho confirma algo que o clube já vinha monitorando: o jogador se firma no radar internacional e tende a ganhar mercado no continente africano. A exposição em partidas pela seleção não garante negociações, mas aumenta a atratividade do atleta e pressiona o departamento de futebol a definir rota de aproveitamento e proteção de ativos.

Do ponto de vista torcedor e administrativo, o momento pede equilíbrio: celebrar o avanço de uma promessa do Galo sem perder de vista a necessidade de planejamento. Integrar Cissé ao elenco com paciência e oferecer minutos competitivos pode ser tanto uma resposta esportiva quanto uma forma de preservar o valor do investimento do clube.

O gol amplia a visibilidade do jogador e reforça a atenção do mercado africano sobre o Atlético-MG.