A CBF confirmou que a primeira final única da Copa do Brasil masculina será disputada no Mané Garrincha, em Brasília, no dia 6 de dezembro. A mudança de formato — inédita em 38 edições — antecede o sorteio dos mandos de campo das semifinais, marcado para quinta-feira, às 11h, e coloca o Atlético-MG, que tem o Grêmio em sua chave, em posição de alerta sobre logística e mobilização de torcida.
O governo do Distrito Federal havia oferecido o estádio por ofício em agosto, citando estrutura hoteleira e acessos rodoviários e aéreos. A escolha não é inédita para a CBF: o Mané Garrincha já recebeu quatro finais únicas da Supercopa do Brasil desde 2020, o que explica a preferência por um palco já testado para decisões nacionais.
Para o Atlético-MG, a definição do local altera o planejamento caso avance até a decisão. Uma final em jogo único em Brasília nivela parcialmente vantagens de mando e exige mobilização organizada da torcida, além de planejamento financeiro e logístico por parte do clube — sem contar a negociação sobre cotas de ingressos e deslocamento de sócios e torcedores.
A repetição do Mané Garrincha como opção de palco levanta uma questão prática: a centralização de grandes decisões em estádios determinados pode ser vista como solução logística, mas também limita rodízios regionais e gera reclamações sobre acessibilidade e distribuição de receitas entre clubes. A CBF terá de gerir expectativas sobre bilheteria, segurança e critérios de escolha em ano eleitoral do calendário esportivo.
Os próximos passos são objetivos: o sorteio dos mandos nas semifinais, na quinta, e a confirmação do calendário para dezembro. Para o Atlético-MG, a prioridade imediata é preparar a estratégia esportiva e administrativa para enfrentar o Grêmio e, se avançar, responder ao desafio concreto de uma final decidida em partida única, em Brasília.