A CBF anunciou: o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final em jogo único da história da Copa do Brasil, marcada para 6 de dezembro. A opção confirma a tendência de escolher um estádio neutro e de grande capacidade para decisões que visam maior torcida e visibilidade.

O Mané Garrincha tem estrutura construída para a Copa do Mundo e padrão Fifa, com capacidade para pouco mais de 72 mil torcedores — o segundo maior estádio do país, atrás apenas do Maracanã. Além do tamanho, pesaram a oferta de voos para a capital e a ampla rede hoteleira, com polos de hospedagem a poucos minutos a pé da arena.

Em currículo recente, a arena já sediou decisões da Supercopa do Brasil Desde 2020 e recebeu partidas da Seleção — critérios que reforçam a confiança da organização na logística e segurança do local. A arena também terá papel em compromissos internacionais, como partidas femininas da Copa do Mundo no ano que vem.

Para as torcidas, e em especial para a do Atlético-MG caso o Galo chegue à decisão, a escolha significa custo adicional e deslocamento organizado: ingressos, hospedagem, transporte e a disputa por bilhetes em um estádio grande e neutro. Do ponto de vista esportivo, a neutralidade reduz vantagem local e transforma a final em prova de força da torcida visitante.

A decisão da CBF é pragmática: prioriza capacidade, infraestrutura e imagem. Resta aos clubes e às torcidas transformar a logística em presença efetiva — e ao Atlético-MG, se estiver embalado em dezembro, responder com organização para não perder a chance de lotar um palco à prova de favoritismo local.