A Massa já sentiu o novo sopro do Galo: não é espetáculo pelo passe estético, é resultado pela atitude. Eduardo Domínguez tomou o Atlético com uma marca clara — o 'Barbabol' — que coloca mentalidade, marcação forte e jogo direto acima da posse e do risco desnecessário. É um futebol que fala com a torcida pela eficiência, não pelo fingimento.

A influência tem sobrenome: Domínguez é genro de Carlos Bianchi, tetracampeão da Libertadores, e admite carregar um ensinamento do sogro como mantra. A relação entre os dois é antiga, remontando à adolescência, e virou mais íntima com o casamento com Brenda Bianchi. A imagem de 'atitude acima do sistema', atribuída a Bianchi, aparece claramente nas escolhas do treinador do Galo.

Na prática, o Atlético hoje costuma ceder mais a posse ao rival e priorizar transições rápidas e marcação adiantada — características distintas da era Sampaoli. O resultado é controverso entre analistas, mas concreto: o time já alcançou fases importantes da Sul-Americana e mostra coerência tática. Domínguez também chega embalado por títulos na Argentina, o que dá respaldo à sua leitura pragmática do jogo.

Para o torcedor, a mudança é palpável: menos floritura, mais objetivo. A cobrança agora é por continuidade e por ver se o 'Barbabol' aguenta quando pressão e adversários fecham espaços. Se confirmar bons resultados, o estilo vira identidade; se oscilar, a relação com a diretoria e a paciência da Massa terão teste duro. Enquanto isso, o Galo segue com cara de time que prioriza o resultado — e a conversa sobre tradição e mentalidade só aumenta nas arquibancadas.