Chegou há pouco tempo, mas Maycon rapidamente se tornou uma referência no elenco do Atlético-MG. A saída de jogadores que marcaram época no clube — como Hulk, Guilherme Arana e Junior Alonso — abriu espaço para novas vozes dentro do vestiário, e o camisa 8 vem ocupando essa lacuna com naturalidade.
O volante tem sido enfático ao lembrar que liderança não é monopólio. Para ele, a formação de novos líderes passa pela responsabilidade coletiva: nem nas vitórias nem nas derrotas a cobrança deve recair sobre um único atleta. Maycon admite o papel, mas condiciona o status de ídolo a conquistas concretas.
No aspecto técnico, Maycon soma 22 partidas e dois gols pelo Galo e é figura constante nas escalações de Eduardo Domínguez, sustentando a ideia de que sua influência extrapola o campo. Vem do título da Copa do Brasil com o Corinthians, onde também exerceu papel de capitão, o que explica parte da transição para líder no elenco alvinegro.
O desafio para o Atlético é transformar essa liderança emergente em resultados. A pressão por títulos aumenta e cobra do grupo mais do que declarações: exige consistência, escolhas administrativas e resposta coletiva. Se a equipe quer corresponder ao legado dos que saíram, terá de provar isso em campo — e não só no discurso.