Alerta no ataque do Atlético-MG: os meias do time já somam 26 gols na temporada, mais do que os 21 marcados pelos seis atacantes do elenco (Alan Minda, Cauã Soares, Cuello, Cassierra, Dudu e Thiago Borbas). A zaga também contribuiu com 12 tentos. A leitura é direta: após a saída de Hulk, falta ao time uma referência ofensiva consistente para converter posse em gols.
Eduardo Domínguez tem visto o meio-campo assumir papel decisivo — oito dos 14 meias do plantel balançaram a rede (Victor Hugo, Cissé, Bernard, Fred, Scarpa, Igor Gomes, Reinier e Maycon). Nos últimos 10 jogos, metade dos gols do Atlético foi anotada por atacantes, sendo quatro deles de Cuello, o que evidencia dependência pontual e irregularidade do setor de frente.
No plano tático, a maior presença dos volantes e meias no marcador expõe a falta de letalidade das pontas e do centroavante. A pergunta sobre mais oportunidades para Cassierra volta à pauta, assim como a necessidade de ajustes na criação e nas infiltrações para evitar previsibilidade. A produção da defesa em bolas paradas ajuda, mas não substitui um ataque eficiente.
O efeito mais imediato é a pressão sobre Domínguez e a cobrança da torcida por soluções: trazer referência de área, alterar sistema ou dar sequência a atacantes com potencial são opções em debate. A diretoria e a comissão técnica precisam decidir rapidamente, sob risco de ver a inconsistência ofensiva custar pontos em jogos decisivos.