O Atlético-MG garantiu o retorno à elite do Campeonato Brasileiro Sub-20 mesmo com a derrota por 2 a 1 para o Ceará na semifinal. O clube avançou por ter sido o eliminado com a melhor campanha geral; o outro semifinalista eliminado, o CRB, ficou fora após perder nos pênaltis para o Goiás.

A classificação devolve alguma tranquilidade, mas não apaga o tom de advertência: em 2025 o Sub-20 fez campanha fraca, terminando na vice-lanterna com apenas 14 pontos em 19 jogos. Nas redes, o proprietário da SAF, Rubens Menin, admitiu que o rebaixamento expôs a necessidade de recalcular rota e que a diretoria aprendeu com o episódio.

Menin também destacou o aporte financeiro e estrutural na base: o clube aplicou R$ 10 milhões em obras no novo prédio das categorias de base da Cidade do Galo, em fase final e previsto para ser inaugurado ainda neste ano. Renan Lodi, no time principal, ressaltou o papel de liderança que o clube precisa exercer para integrar jovens ao grupo profissional.

A nota positiva do acesso, portanto, funciona hoje como remendo. É legítimo celebrar, mas a diretoria terá de transformar promessa e investimento em rotina de resultados para evitar nova queda. Para a torcida e para a gestão, o desafio é claro: provar que a infraestrutura e o discurso de valorização da base se traduzem em desempenho, não apenas em anúncios.