O Atlético apresentou oficialmente o zagueiro Léo Duarte, mas a chegada do atleta não resolve uma lacuna estruturada: a falta de um zagueiro canhoto de confiança para atuar no lado esquerdo da defesa. Com a venda de Júnior Alonso para os Estados Unidos, o clube ficou dependente de Vitor Hugo como única opção canhota de origem.

O problema é que Vitor Hugo ainda não convenceu plenamente o técnico Eduardo Domínguez, que manteve reservas quanto à sua titularidade. Além do veterano, o elenco tem Lyanco, Léo Duarte, Iván Román e Vitão como alternativas. Román, por sua vez, recebeu poucas oportunidades desde a chegada ao Galo; a possibilidade de um empréstimo para ganhar minutos segue em avaliação pelo clube e pelo estafe do jogador.

A dificuldade de estabilizar a defesa foi constante ao longo do primeiro semestre. Domínguez alternou entre linhas com dois e três zagueiros, sem conseguir sequência e segurança. Os números justificam a preocupação: em 18 rodadas do Campeonato Brasileiro o Atlético marcou 22 gols e sofreu 23, e só saiu sem ser vazado em quatro partidas — diante de Internacional, São Paulo, Chapecoense e Vasco.

Diante do quadro, a diretoria deve voltar ao mercado para reforçar especificamente o lado esquerdo da zaga. A necessidade é dupla: além de contratar, Domínguez terá de encontrar uma formação que entregue mais consistência defensiva. Se nada mudar, a instabilidade defensiva aumenta a cobrança sobre comissão técnica e dirigentes, num momento em que o time ainda disputa as principais competições da temporada.