A gente esperava mais: contratado por cerca de R$ 43,7 milhões em janeiro, Alan Minda ainda não justificou o investimento com a regularidade que o torcedor do Galo costuma cobrar. Em 33 jogos pelo clube são quatro gols e duas assistências — números modestos para um reforço trazido com peso financeiro e expectativa.
No empate por 1 a 1 com a Chapecoense, Minda teve oportunidades, mas também virou alvo de comentários sobre falta de intensidade. Eduardo Domínguez saiu em defesa do atacante ao destacar o esforço observado nos treinos e, sobretudo, apontou a pausa da Data-Fifa como momento oportuno para recuperação física e trabalho técnico com o elenco.
O técnico argentino reconheceu que Minda ainda pode dar um salto de qualidade, mas foi claro ao traçar a condição: se o jogador não evoluir enquanto o time progride, terá dificuldade em somar mais minutos. Esse recado é também uma advertência pública — a cobrança aumenta pela quantia investida e pelo espaço que a equipe busca na tabela.
Para a Massa, a pausa serve como prazo: resta a Minda transformar potencial em produção. O Galo precisa ver retorno prático em campo; o respaldo do treinador existe, mas a paciência terá limite se a evolução não vier. Agora é com ele.