Não dá para subestimar o adversário, Massa. Apesar do bom momento do Galo e do ambiente positivo no vestiário, o Montevideo City Torque não é um clube qualquer: é o produto de um projeto empresarial que, em menos de uma década pós-aquisição, transformou a realidade do time uruguaio e o levou até a semifinal da Sul-Americana.
O Torque nasceu em 26 de dezembro de 2007 e estreou nas divisões oficiais em 2008/2009 pela Segunda Divisão Amadora. Depois de quatro temporadas, em 25 de julho de 2012, conquistou vaga na Segunda Divisão Profissional. A grande virada veio em abril de 2017, quando o Grupo City comprou o clube — um movimento que acelerou o acesso e mudou a ambição do projeto.
A sequência de avanços foi rápida: em 15 de novembro de 2017 veio o acesso à Primeira Divisão; a estreia diante do Nacional no Estádio Centenário ocorreu em 3 de fevereiro de 2018; e a equipe já disputou uma final do campeonato uruguaio em 2019. Em 2020 houve reformulação de marca — virou Montevideo City Torque — e o clube passou a exibir um escudo alinhado às demais equipes do conglomerado, com elementos inspirados na identidade uruguaia.
Além da mudança visual, houve investimento pesado em estrutura: um CT de 95 mil m², cinco campos, ginásio, academias e centro médico, obra que consumiu mais de 4 milhões de dólares. No campo, sinais de evolução: Sul-Americana de 2021 com segunda colocação no grupo (11 pontos e uma única derrota) e classificação à Libertadores em 2022, perdida nos pênaltis para o Barcelona de Guayaquil. Em 2025 voltou à Sul-Americana ao terminar em quarto na tabela acumulada do Uruguai. Em suma: não é time pequeno. A vantagem do Galo existe — nosso ambiente e qualidade individual — mas respeito e atenção tática são obrigação. A Massa sabe que é hora de entrar ligado e decidir com autoridade.