Morre Ladislao Mazurkiewicz, ex-goleiro uruguaio que deixou marca no Atlético-MG ao vestir a camisa alvinegra entre 1972 e 1974. Filho de poloneses, o arqueiro desembarcou em Belo Horizonte com prestígio internacional: havia sido eleito o melhor goleiro da Copa do Mundo de 1970, quando o Uruguai alcançou as semifinais.

A semifinal contra o Brasil eternizou uma das cenas mais lembradas das Copas: Mazurkiewicz foi driblado por Pelé com um movimento de corpo — a bola passou sem toque e o Rei finalizou por cima em seguida. O episódio virou parte da memória futebolística do goleiro, que disputou Mundiais em 1966, 1970 e 1974, somando 13 partidas na competição, marca que só foi superada anos depois por Fernando Muslera.

No Atlético, a estreia trouxe esperança de solução para o gol do Galo, mas a passagem não se traduziu em taças. Em 89 jogos, sofreu 67 gols e saiu sem conquistas. A discrepância entre a reputação internacional e os resultados locais ilustra a dificuldade de projetar sucesso imediato quando expectativas chegam elevadas — um ponto sempre relevante para clubes que buscam reforços estrangeiros de prestígio.

Antes e depois do Galo, Mazurkiewicz teve carreira sólida: venceu a Libertadores e a Intercontinental com o Peñarol em 1966, atuou por Granada (1974–1978), Cobreloa (1979) e América de Cali (1980), e retornou ao Peñarol para encerrar a trajetória em 1981. Entre 1993 e 1997, trabalhou como preparador de goleiros. Seu legado fica entre as grandes histórias do gol uruguaio e na lembrança da torcida atleticana, que viu chegar uma estrela que não rendeu títulos, mas deixou imagens inesquecíveis.