Contratado no início de 2025, Natanael vive uma guinada no Atlético desde a chegada de Eduardo Domínguez. O jogador, que começou como lateral-direito, foi deslocado para uma função mais recuada: o chamado terceiro zagueiro pelo lado direito. A mudança, assimilada com rapidez, transformou-o em peça recorrente nas convocações do treinador.

Sem a bola, Natanael fecha a linha de três, acrescentando cobertura e solidez defensiva numa equipe que buscava maior equilíbrio. Com a posse, alterna entre manter posição e avançar pelo corredor para ajudar na saída e dar amplitude ao ataque. Essa dupla leitura tática ampliou as opções do técnico e deu mais segurança ao setor defensivo.

O novo momento também reconfigura o mercado interno do clube. Depois de episódios de irregularidade, o jogador passou a conviver com a chegada de Angelo Preciado — esperado como solução imediata para a lateral. A evolução de Natanael, porém, emperra a simples tradução dessa expectativa em titularidade automática, obrigando Domínguez a escolher entre continuidade e rotatividade.

O técnico reconhece o crescimento do atleta e o próprio jogador destaca o processo de adaptação ao modelo. No curto prazo, Natanael consolidou a vaga e elevou a concorrência no elenco; no médio prazo, mantém a cobrança pela manutenção de desempenho. Para o torcedor, a transformação tem gosto de alívio: o Galo ganhou uma alternativa funcional que mudou a dinâmica do setor direito.