A negociação entre Atlético-MG e o CSKA, da Rússia, por Fabrício Cuello está paralisada. A cúpula atleticana ouviu a proposta russa, mas a oferta, na casa de 10 milhões de euros mais metas, ficou aquém do que o clube exige para abrir mão do atacante em momento-chave da temporada.

Dentro da direção do Galo a avaliação é pragmática: só a chegada de valores compatíveis justificaria perder um jogador importante às vésperas de jogos decisivos. O time segue nas semifinais da Copa do Brasil e nas quartas da Sul‑Americana — com a partida de ida contra o Santos marcada para esta quarta-feira em São Paulo — e vê dificuldade em repor a qualidade do ataque no curto prazo.

Além do montante oferecido, pesa no cenário o fechamento da janela de transferências, previsto para a próxima sexta-feira, e o fim de movimentações em mercados relevantes no exterior. Essas limitações tornam arriscada e cara a busca por um substituto imediato, argumento que reforça a tendência de manter Cuello na Cidade do Galo.

Por fim, há o efeito direto sobre o jogador: a proposta do CSKA incluía vencimentos considerados praticamente irrecusáveis, fator que chegou a balançar o atleta. Ainda assim, à direção do Atlético cabe decidir entre ceder à oferta financeira ou preservar o elenco para as metas esportivas da temporada — e, por ora, a balança pende para a permanência.