O Atlético escolheu uma rota de menor desgaste físico: nada de amistosos fora de Belo Horizonte. No CT, Domínguez promoveu dois jogos-treino — contra o time sub-20 e o Betim — privilegiando o trabalho tático e a recuperação de atletas. A opção evita viagens e preserva a carga, mais adequada diante do calendário que reservou Sul-Americana, Copa do Brasil e Brasileirão.
A principal novidade prática foi a realocação de Lyanco à lateral esquerda da defesa, ocupando o espaço deixado por Júnior Alonso, negociado. No primeiro tempo do trabalho contra o Betim, o técnico montou uma linha com Natanael, Ruan, Lyanco e Lodi, sugerindo continuidade do que vinha sendo testado antes da pausa. Everson foi o goleiro; a proteção do meio contou com Maycon, agora com perfil mais organizador, e Cissé adiantado como segundo volante.
No setor ofensivo, Bernard apareceu mais à esquerda, com Victor Hugo centralizado e Cuello pelo corredor direito — Cassierra e Pérez seguem como opções. Domínguez também manteve avaliação ampla, trocando peças para testar alternativas: nomes como Alexsander, Igor Gomes, Reinier e Dudu seguem no radar. Alan Franco ainda não se reapresentou por motivos particulares, e Minda retornou aos treinos em ritmo inicial de recuperação.
Do ponto de vista do torcedor, não há choque de peças para a retomada: a escalação deve ser próxima à da pausa. A diferença prometida é de comportamento coletivo — mais entrosamento, organização e clareza de funções. Resta saber se a ausência de jogos-treino competitivos fora do CT será suficiente para dar ritmo ao time em confrontos reais; é um ponto a ser cobrado quando a bola voltar a valer.