As oitavas de final da Copa do Brasil 2026 somaram 436.689 torcedores em 16 partidas, com renda total de R$ 26.901.400 — números que sinalizam retração: quase 40 mil espectadores a menos em comparação com a mesma fase de 2025. O recuo mais visível veio da rodada de ida, cuja presença caiu de 292.072 para 195.965 pessoas, reduzindo a média de público de 36.509 para 24.495 por jogo.
A diferença de 2025 para 2026 nas partidas de abertura é explicada, em parte, pela ausência de um público de topo. No ano passado, Flamengo x Atlético-MG no Maracanã reuniu 64.681 torcedores e foi o maior público das oitavas — um patamar que não foi alcançado nem nas idas nem nas voltas de 2026. Para 2026, a explicação óbvia foi a eliminação precoce do Flamengo na quinta fase, que retirou da fase de oitavas um dos maiores atrativos de bilheteria do país.
Por outro lado, as partidas de volta reverteram o sinal: 240.724 torcedores marcaram presença nos duelos finais, média de 30.090 por jogo, e arrecadaram R$ 15.614.900 — um aumento de mais de 56 mil espectadores em relação às voltas de 2025. O Maracanã voltou a ser crucial para os grandes números, com Fluminense x Vasco liderando a edição atual, 48.794 presentes. O Mangueirão também se destacou: 43.658 torcedores no jogo do Remo contra o Santos representaram a melhor marca do clube no ano.
O quadro aponta duas lições para clubes e organizadores: a competição ainda depende fortemente de clássicos e clubes de grande massa para mover público e receita; e há espaço para explorar melhor a atração das partidas de volta, que demonstraram maior capacidade de encher estádios em 2026. Para as diretorias, o desafio é montar calendário e estratégias comerciais que reduzam a oscilação de público quando faltam confrontos de apelo nacional — algo que pesa diretamente na renda e na percepção de competitividade da Copa.