A gente chega à final com a moral lá em cima — e até a imprensa argentina reconhece. O Olé publicou uma análise que aponta o Atlético como adversário perigoso para o Boca Juniors, destacando nomes que têm feito a diferença na campanha. Para o torcedor, é um alívio ver o respeito lá fora; para o rival, um aviso claro de que não será passeio.
No texto, o jornal seleciona Bernard, Reinier e Tomás Cuello como as opções ofensivas que podem desequilibrar pelo lado e pelo meio. Bernard é lembrado como peça decisiva: já havia marcado cinco gols na Sul-Americana antes da reta final, com participações em fases-chave. Reinier aparece como alternativa de criação e infiltração — lembrando os dois gols na decisão por pênaltis contra o Santos e o tento contra o Montevideo City Torque. Cuello, por sua vez, é citado pelo talento nas pontas e pelos gols nas oitavas e no confronto com o Santos.
O destaque do Olé para Gabriel Delfim também vale menção: o jovem goleiro assumiu a vaga após a fratura no pé sofrida por Éverson no fim de agosto e teve atuações decisivas. O jornal relembra as defesas decisivas nas semifinais diante do City Torque e a participação crucial na disputa por pênaltis contra o Santos, quando garantiu classificação para o Galo.
A final está marcada para 21 de novembro, no Metropolitano em Barranquilla. O Atlético confirmou a vaga depois de eliminar o Montevideo City Torque por 3 a 2 no agregado (3 a 0 na Arena MRV e 2 a 0 no Uruguai); o Boca avançou sobre o Vasco após perder na Bombonera e vencer no Maracanã. A leitura argentina traduz atenção e respeito — e também aumenta a responsabilidade do time: agora não basta chegar à decisão, é preciso manter a intensidade tática e a solidez que a campanha exigiu. A Massa sabe: é hora de acreditar, mas sem subestimar o desafio.