Outubro vai dizer se o Galo segue sonhando com a Libertadores ou se terá de contentar-se com a Sul-Americana. O calendário aperta: são oito jogos no mês, sendo seis pelo Brasileirão, e o aproveitamento atual não ajuda. Levantamento da UFMG aponta apenas 11,2% de chance de classificação via pontos do Nacional; o time ocupa a 7ª posição, com 40 pontos e um jogo a menos.

A sequência não oferece moleza. O Atlético encara rivais diretos na briga por vaga — Bragantino, Athletico-PR, Santos, Coritiba, Flamengo e o clássico contra o Cruzeiro — partidas que podem, de fato, definir o rumo da reta final. Se a pontuação não subir agora, a janela para recuperação tende a ficar estreita.

No meio da maratona, vem a semifinal da Sul-Americana contra o Montevideo City: ida em 14 de outubro, na Arena MRV, e volta em 21, no Centenário. Além do resultado esportivo imediato, o desfecho de copas nacionais e continentais pode alterar o número de vagas à Libertadores pelo Brasileirão — no cenário mais favorável, chegar-se-ia a um G-9. Segundo o matemático da UFMG Gilcione Costa, algo em torno de 63/64 pontos tende a assegurar um lugar entre os quatro primeiros.

A mensagem é clara: é hora de resposta em campo. Jovens como Otávio e Gabriel Delfim aparecem com brilho em momentos pontuais, mas o Galo precisa de consistência coletiva e pontos contra adversários diretos. Se não houver reação já, a perspectiva do time recair para a Sul-Americana de 2027 deixará a Massa mais inquieta do que já está.