Patrick, 22 anos, vive um período de interrupção brusca na carreira: envolvido na negociação que levou Paulinho ao Palmeiras, o volante disputou sua última partida pelo Atlético-MG em 1º de junho de 2025 e não entrou mais em campo desde então. Lesão na coluna o afastou por meses e, prestes a voltar, ele sofreu um problema muscular na coxa direita e terminou a temporada no departamento médico.

Liberado para trabalhar com o grupo em 23 de janeiro, Patrick ganhou chance de aparecer no radar de Jorge Sampaoli, mas não foi aproveitado. O argentino avaliou que o perfil físico do jogador — voltado ao confronto direto — não se ajustava ao estilo que procurava implementar no time. Com Eduardo Domínguez, o volante esteve no banco em três partidas e ainda segue sem minutos sob o novo comando.

Sampaoli avaliou que o perfil físico de Patrick, voltado ao confronto direto, não se encaixa no estilo de jogo que pensa para a equipe.

A direção, porém, manteve o atleta: o executivo Paulo Bracks citou Patrick ao comentar os volantes disponíveis após a janela, destacando que o clube fez questão de mantê-lo porque acredita no potencial. No elenco, ele enfrenta concorrência por vaga com nomes consolidados como Maycon, Tomás Pérez, Alan Franco, Alexsander e Cissé, o que reduz as oportunidades imediatas.

Contratado em dezembro de 2024 como parte do negócio por Paulinho, com vínculo até 2028 e opção de 2029, Patrick teve o melhor momento sob Cuca — estreou, acumulou dez partidas e marcou contra o Maringá na Copa do Brasil de 2025. Ainda assim, o longo período sem jogar e as recorrentes lesões ameaçam frear a progressão natural de um atleta jovem que precisa de rotina de jogos para evoluir.

O cenário é claro: o clube preserva o investimento, mas o jogador precisa traduzir presença no elenco em minutos reais para recuperar ritmo e mostrar utilidade no sistema. Caso não haja aproveitamento nas próximas partidas, o caminho mais provável para destravar a carreira será buscar competitividade em exercícios práticos ou uma saída que garanta sequência.

Paulo Bracks afirmou que o clube optou por manter o jogador porque acredita no seu potencial.