O jogo entre Atlético-MG e Palmeiras terá, além da rivalidade habitual, um duelo de narrativas: o reencontro com Paulinho, atacante que deixou marcas relevantes no Galo e cuja saída deixou uma lacuna difícil de preencher. Contratado em 2023, o jogador rapidamente ganhou a titularidade e terminou aquela temporada com números expressivos.

No primeiro ano, Paulinho disputou 61 partidas, marcou 31 gols e deu oito assistências. Ao lado de Hulk, formou uma dupla eficiente: juntos foram responsáveis por 99 gols — 50 do atacante hoje no Palmeiras e 49 do capitão atleticano. O período rendeu dois títulos mineiros e campanhas fortes em copas nacionais e na Libertadores.

Vou estar apto para jogar mais de 45 minutos

A transferência ao Palmeiras, formalizada no início de 2025 por 18 milhões de euros (cerca de R$ 115 milhões na cotação atual), retornou ao Atlético aproximadamente R$ 102 milhões — por ele deter 90% dos direitos. Parte dessa operação envolveu Gabriel Menino e Patrick, que não deram o retorno esperado: Menino saiu emprestado ao Santos e Patrick segue em recuperação longa por lesão no joelho.

No plano esportivo, o maior custo foi a incapacidade de repor um homem-gol. Os atacantes contratados com os recursos da venda não se firmaram, e o setor segue com incertezas. Paulinho, que enfrentou fratura por estresse na tíbia e passou por nova cirurgia com fixação, voltou a jogar em 2 de maio e tem sido utilizado como opção: “Vou estar apto para jogar mais de 45 minutos”, disse. A possibilidade de começar como titular aumenta a tensão emocional para o torcedor e reacende o debate sobre planejamento e retorno esportivo das negociações.