O especialista em arbitragem da TV Globo, Paulo César de Oliveira, questionou publicamente a decisão do árbitro Lucas Casagrande em Remo x Flamengo, pelo Brasileirão. Na segunda etapa, na primeira participação de Joaquín Freitas após entrar, o argentino sofreu um carrinho no tornozelo esquerdo e ficou caído com muita dor. Durante a transmissão, Gustavo Villani informou que PC Oliveira considerou a infração para cartão vermelho direto — punição que não ocorreu.
O jogo teve domínio do Flamengo na primeira etapa. O time visitante criou triangulações e infiltrações, mas falhou na última decisão: aos 26 minutos, Taliari recebeu em profundidade e, cara a cara com o goleiro Rossi, hesitou sem finalizar. Lino também obrigou Marcelo Rangel a trabalhar, e aos 44 Marcelinho encontrou Taliari na área, com o atacante desviando de cabeça para boa defesa do arqueiro adversário. O desempenho ofensivo do Flamengo frequentou a área, mas esbarrou em eficiência.
Na volta do intervalo, o Flamengo passou a ameaçar com mais clareza: Samuel Lino acertou a trave aos 3 minutos; aos 5, Pedro obrigou Rangel a outra defesa; aos 10, Ayrton Lucas serviu o centroavante livre na pequena área e o goleiro do Remo fez milagre. Aos 19 minutos, Arrascaeta fez bela jogada e serviu Samuel Lino, que finalizou de biquinho para desempatar. A falta sobre Joaquín Freitas, ocorrida pouco antes, não resultou em expulsão nem trouxe alteração numérica ao confronto.
O diagnóstico de um ex-árbitro como PC Oliveira coloca em evidência a discussão sobre critérios e consistência na interpretação de jogadas de risco. Quando uma falta com potencial de lesão não recebe punição mais severa, abre-se espaço para questionamentos sobre proteção ao atleta e igualdade nas decisões. A vitória rubro-negra ficou definida em campo, mas a polêmica sobre a atuação da arbitragem segue sendo pauta — e alimenta cobrança por critérios mais claros em lances de impacto.