Horas após a decisão da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que o afastou do Conselho de Administração da SAF do Vasco, Pedrinho recorreu às redes do clube associativo para se manifestar. Na carta aberta dirigida à torcida, o dirigente disse estar indignado com a medida e afirmou que a negociação para a venda da SAF ao empresário Marcos Lamacchia estava próxima de ser anunciada. O tom foi de acusação contra interlocutores internos que, segundo ele, trabalharam para sabotar o acordo.

A determinação da juíza Caroline Fonseca atendeu a uma tutela cautelar antecedente apresentada pela 777 Carioca e teve como base apontamentos do Conselho Fiscal da SAF. Com a decisão, além de Pedrinho, perderam poder no Conselho Christiano Stockler Campos e Felipe Elias. Pedrinho permanece à frente do Vasco associativo, mas fica sem os poderes de gestão sobre a SAF, o que modifica substancialmente a capacidade de conduzir negócios em nome da empresa.

A magistrada também nomeou a advogada Samantha Longo como administradora provisória da SAF e condicionou qualquer negociação de venda à participação da 777 Carioca, à anuência do Tribunal Arbitral e à autorização da própria Justiça do Rio. No plano prático, isso significa maior supervisão externa e possíveis atrasos nas tratativas apontadas por Pedrinho como já avançadas — além de aumentar a complexidade jurídica e operacional do processo.

O pronunciamento do dirigente ressaltou que ele chegou a colocar bens pessoais à disposição do clube e que trabalhava pela estabilidade necessária para fechar o negócio. Em paralelo, a decisão judicial tem efeitos imediatos no dia a dia do clube: está confirmada a informação de que o Vasco não terá reforços disponíveis no retorno do Brasileirão, um reflexo direto da instabilidade institucional que envolve a SAF.