O pênalti cometido por Vitão em Kaio Jorge no Mineirão — convertido com perfeição pelo atacante cruzeirense — foi o estopim de um atrito público entre jogadores rivais. No vestiário e na saída de campo, a cena voltou a dominar as entrevistas: a marcação, feita por Raphael Claus, definiu o primeiro gol do clássico e deixou o Atlético-MG em situação de pressão na Copa do Brasil.
Fred, meio-campista e voz ativa do elenco atleticano, não poupou críticas à decisão: “Não acho que foi pênalti, o Kaio Jorge cai muito”, resumiu. O jogador reforçou que a equipe criou chances e buscaria a virada na segunda etapa — sinal de que a leitura interna foi de injustiça, mas também de confiança na capacidade de reação do time.
Do outro lado, Lucas Romero respondeu de imediato, em tom contrário: “Foi um pênalti muito claro. Eu acho o Kaio muito esperto. Esperou o cara, chegou muito forte dentro da área. Foi muita falta.” A defesa pública do rival escancara que, mais do que uma opinião isolada, o lance virou moeda de disputa narrativa após o clássico.
A divergência entre Fred e Romero expõe dois efeitos práticos: primeiro, a arbitrariedade percebida por parte do Atlético aumenta a cobrança sobre o elenco e sobre a postura dentro de campo; segundo, coloca novamente o foco sobre decisões de arbitragem em clássicos, cenário que tende a alimentar reclamações e a acirrar rivalidades. Para o Atlético, a resposta precisa ser em campo — e rápida — se a intenção é neutralizar o impacto do lance nas aspirações na competição.